Justiça Federal mantém prisão de PM acusado de matar delegado da Polícia Federal em Passo Fundo
Defesa pediu substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, mas solicitação foi negada após manifestação do Ministério Público Federal.
Michel Brasil Saliba, 39 anos, foi morto durante uma operação policial em Passo Fundo. Foto: Iussefi Brasil Saliba / Arquivo Pessoal A Justiça Federal decidiu manter a prisão preventiva do policial militar Daniel Machado Figueiró, acusado de matar o delegado da Polícia Federal Michel Brasil Saliba, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Passo Fundo. A decisão foi proferida na terça-feira (21), após análise de manifestação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).
O policial está preso desde o dia 2 de julho e permanece recolhido no Presídio Militar, em Porto Alegre.
A defesa do acusado solicitou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares ou, alternativamente, pela prisão domiciliar. No entanto, o Ministério Público Federal se manifestou contrário ao pedido, sustentando que a liberdade do réu poderia representar risco à ordem pública.
Na decisão, a Justiça acolheu os argumentos do MPF e manteve a prisão preventiva.
Relembre o caso
O crime ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um apartamento localizado na Rua José Bonifácio, no bairro Vila Rodrigues, em Passo Fundo. Conforme a investigação, o alvo da operação era a companheira do policial militar.
Durante a ação, o delegado Michel Brasil Saliba foi atingido por três disparos de arma de fogo na região do tórax e das costas. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia 3 de julho.
Na época dos fatos, a Brigada Militar informou que Daniel Machado Figueiró estava afastado das atividades da corporação por licença para tratar de interesses particulares. A Corregedoria-Geral da Brigada Militar acompanha o caso.
Em nota, a defesa do policial afirmou que considera a prisão preventiva uma medida excessiva e informou que seguirá adotando as medidas judiciais cabíveis.




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