Padre presencia tragédia na BR-386 e emociona ao prestar último gesto de fé às vítimas
Vigário que passava pelo local do acidente em Carazinho realizou extrema-unção a mãe e filho mortos na colisão
Émerson Romitti / Imagem cedida Uma cena de profunda comoção marcou o grave acidente registrado na BR-386, em Carazinho, na tarde da última segunda-feira (13). Em meio aos destroços de uma colisão frontal entre uma picape e um caminhão, o padre Émerson Romitti parou para prestar um último gesto de fé às vítimas.
Vigário da Paróquia Três Santos Mártires das Missões, em Crissiumal, o sacerdote retornava de Passo Fundo quando se deparou com o acidente e decidiu agir imediatamente.
“Não pensei duas vezes”, relata sacerdote
Ao perceber a gravidade da situação, o padre não hesitou. Ele conta que ouviu o impacto ainda à distância e, ao chegar ao local, encontrou o caminhão tombando às margens da rodovia.
Com os itens litúrgicos que carregava, realizou a extrema-unção — um dos sacramentos da Igreja Católica — nas vítimas, mesmo diante do cenário de forte impacto emocional.
As vítimas foram identificadas como Helena Lúcia Damiani, de 81 anos, e seu filho, Evandro Luís Damiani, de 61, moradores de Chapada, que morreram ainda no local.
Relato marcado por emoção e fé
O padre descreveu o momento como um dos mais marcantes desde sua ordenação, ocorrida em dezembro de 2024. Segundo ele, apesar do nervosismo inicial, a sensação após a oração foi de paz.
O gesto, realizado em meio ao cenário de tragédia, reforça o papel espiritual do sacerdócio mesmo em situações extremas.
Acidente deixou feridos e será investigado
O acidente envolveu uma Fiat Toro, onde estavam as vítimas fatais, e um caminhão que seguia no sentido contrário. O motorista e um passageiro do veículo de carga ficaram feridos e foram encaminhados ao hospital.
As circunstâncias da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades.
Um gesto que vai além da tragédia
Em meio à dor causada pelo acidente, a atitude do padre trouxe um momento de espiritualidade e humanidade, marcando profundamente quem presenciou a cena.
Para o sacerdote, mais do que um ato de dever, foi um gesto de fé: ajudar, mesmo nos últimos instantes, aqueles que partiram.




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