Júri de quatro acusados pela morte de Paula Perin Portes começa nesta terça-feira em Soledade

Julgamento de caso ocorrido em 2020 foi adiado três vezes e deve reunir 18 testemunhas; sessão está marcada para as 9h30, na Câmara de Vereadores.

Matéria Tiago Bóra - Rádio Minuano / Inf. GZH
Júri de quatro acusados pela morte de Paula Perin Portes começa nesta terça-feira em Soledade Foto: Luciane Bianchini / Especial

Após três adiamentos, começa nesta terça-feira (20), em Soledade, o julgamento dos quatro homens acusados de envolvimento na morte de Paula Perin Portes, de 18 anos. O júri está previsto para iniciar às 9h30, na Câmara de Vereadores, sob a presidência do juiz José Pedro Guimarães.

Respondem ao processo Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos. Os quatro são acusados de homicídio qualificado por asfixia, dissimulação e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Um dos réus também responde por ocultação de cadáver.

A previsão é de que sejam ouvidas 18 testemunhas de acusação e defesa. Conforme o andamento dos trabalhos, o julgamento poderá se estender por até quatro dias.

Jovem desapareceu e corpo foi encontrado dois meses depois

O crime aconteceu na madrugada de 11 de junho de 2020, em um imóvel no bairro Fontes, em Soledade. Conforme a denúncia do Ministério Público, Paula teria sido atraída ao local na noite anterior por um dos acusados e morta por asfixia.

Ainda segundo a acusação, após o homicídio, os envolvidos teriam transportado o corpo em um veículo até uma área rural, na tentativa de ocultá-lo. Posteriormente, dois dos réus teriam levado o cadáver para outra propriedade, na comunidade de Rincão do Bugre.

O desaparecimento da jovem provocou mobilização na região. O corpo foi localizado somente em 16 de agosto de 2020, cerca de dois meses após o crime.

Acusação aponta possível motivação para o crime

De acordo com a tese apresentada pelo Ministério Público, o homicídio teria sido motivado pelo temor de que Paula revelasse informações que poderiam comprometer um dos acusados. Entre os elementos citados na denúncia estão supostas agressões contra uma ex-companheira e possíveis vínculos com o crime organizado e o comércio ilegal de cigarros.

A ex-companheira, Thaís Corrêa de Oliveira, também seria testemunha no processo. Ela foi assassinada a tiros em 2022, e a Polícia Civil investigou a possibilidade de que a morte estivesse relacionada a um crime encomendado.

As acusações contra os quatro réus serão analisadas pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre a responsabilidade criminal dos acusados.

Julgamento foi adiado três vezes

A sessão já havia sido marcada anteriormente, mas acabou adiada em três ocasiões. O último adiamento ocorreu após uma decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que suspendeu o julgamento previsto para abril de 2026.

Com a nova data, o caso volta à pauta da Justiça e deve mobilizar familiares, testemunhas e representantes das partes envolvidas.




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