Árbitra assistente morre aos 32 anos após transplante de coração em Cruz Alta

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Árbitra assistente morre aos 32 anos após transplante de coração em Cruz Alta Arquivo pessoal / Divulgação

Morreu na terça-feira (22), aos 32 anos, em Cruz Alta, no noroeste do Rio Grande do Sul, a árbitra assistente de futebol Amanda Santos da Rocha. Ela enfrentava uma grave doença cardíaca e havia recebido um transplante de coração em dezembro de 2025.

Segundo a família, a morte ocorreu em decorrência de complicações cardíacas associadas a uma infecção bacteriana. Após receber alta hospitalar, em fevereiro deste ano, Amanda vinha retomando a rotina aos poucos e fazia planos para voltar à arbitragem.

“Ela queria muito voltar a trabalhar. Não queria ficar encostada. Ela queria ficar bem e voltar para a arbitragem”, contou a mãe, Vanda Santos da Rocha.

Mãe de duas meninas, de 11 e quatro anos, Amanda era formada em Educação Física e trabalhava através do esporte. Na arbitragem, começou após conhecer a atividade por meio de amigas. Fez curso na Federação Gaúcha de Futsal e passou a atuar como árbitra assistente em partidas de futebol amador.

Para a mãe, Amanda será lembrada principalmente pela humildade e pela generosidade.

“Eu gostaria que as pessoas lembrassem dela pela humildade e coração bom que ela tinha. Ela tirava dela pra dar pros outros. Ela amava todo mundo de uma maneira igual”, afirmou Vanda.

Amiga de Amanda desde 2014, Maria Lúcia Fagundes Ferreira, a Lucinha, também destacou a personalidade da árbitra. Segundo ela, Amanda era ativa, responsável, dedicada e sempre disposta a incentivar quem estava ao seu redor.

No ano passado, inclusive, foi Amanda quem incentivou Lucinha a retornar à função de bandeirinha após 11 anos afastada. “Vai, minha ‘vetéra’, vai, porque tu consegue”, teria dito Amanda à amiga.

A sequência de problemas de saúde começou após um desmaio em casa. Em novembro de 2025, depois de realizar um ecocardiograma, Amanda foi encaminhada para a UTI do Hospital São Vicente de Paulo, em Cruz Alta, e posteriormente transferida para Porto Alegre, onde passou a aguardar por um coração compatível.

O transplante foi realizado em 27 de dezembro de 2025. Após meses de tratamento e recuperação, Amanda alimentava o desejo de voltar aos gramados.

O companheiro dela, o jogador de futsal Willian Bigode, lamentou a perda e destacou a mulher e a mãe que Amanda foi.

“Tenho orgulho de ter feito parte da vida dela. Direi a todos que foi uma excelente mulher e mamãe. Agora ela virou uma estrela”, declarou.





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