Cobertura vacinal contra hepatite B atinge 94% entre crianças no Brasil, aponta Ministério da Saúde
A cobertura vacinal contra a hepatite B em crianças de até um mês de idade alcançou 94,19% no Brasil, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pelo Ministério da Saúde. O índice representa um avanço significativo em relação a 2022, quando a taxa era de 82,7%, um aumento de 11,5 pontos percentuais.
Entre crianças de até seis meses, a cobertura da vacina pentavalente, que protege contra cinco doenças, incluindo a hepatite B, também registrou crescimento, chegando a 90,2% — 13 pontos percentuais a mais que os 77,2% registrados dois anos atrás.
Os números foram apresentados no Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, lançado em conjunto com uma nova plataforma digital para monitoramento da doença no país. O Ministério também iniciou a campanha “Um teste pode mudar tudo”, como parte das ações do Julho Amarelo, mês de conscientização e combate às hepatites virais.
O Brasil registra casos de cinco tipos de hepatite viral: A, B, C, D e E. A hepatite B e C são as mais prevalentes, com 302.351 e 342.328 casos, respectivamente, entre os 826.292 casos notificados nos últimos 24 anos.
Confira os principais tipos:
- Hepatite A: Transmitida por alimentos ou água contaminados. Possui vacina disponível no SUS.
- Hepatite B: Transmitida por relações sexuais sem preservativo, contato com sangue contaminado e de mãe para filho. Tem vacina no SUS.
- Hepatite C: Transmitida por sangue contaminado. Não possui vacina, mas tem tratamento eficaz.
- Hepatite D: Ocorre apenas em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B. Transmitida por sangue ou fluidos corporais.
- Hepatite E: Mais rara no Brasil, é transmitida por água ou alimentos contaminados e por contato com sangue infectado.
As hepatites virais são infecções que afetam o fígado e, em muitos casos, não apresentam sintomas nas fases iniciais. Quando surgem, os sinais mais comuns são: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômito, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
A campanha lançada pelo Ministério da Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce e da vacinação como principais ferramentas no combate à doença.




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