Eleições 2026: veja como ficou o resultado do primeiro turno no Rio Grande do Sul
Estado definiu governador, dois novos senadores e as bancadas gaúchas na Câmara e na Assembleia; disputa presidencial terá segundo turno
Foto: Bruno Todeschini / Grupo RBS O Rio Grande do Sul encerrou neste domingo (4) a votação do primeiro turno das Eleições 2026 com a definição dos cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual. A apuração no Estado foi concluída pouco depois das 21h.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 6.697.424 eleitores compareceram às urnas no Rio Grande do Sul. Outros 1.819.041 não votaram.
Zucco é eleito governador no primeiro turno
Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do Rio Grande do Sul já no primeiro turno. O candidato recebeu 58,05% dos votos, enquanto Juliana Brizola (PDT) ficou com 31,65% e Gabriel Souza (MDB) alcançou 8,43%.
Aos 52 anos, Zucco, natural de Porto Alegre, chega ao cargo após uma trajetória política iniciada em 2018, quando foi eleito deputado estadual. Na eleição seguinte, foi o deputado federal mais votado do Estado.
A vitória também entrou para a história eleitoral gaúcha. Desde a redemocratização, apenas pela segunda vez um governador foi escolhido no primeiro turno. A primeira ocorreu em 2010, quando Tarso Genro (PT) venceu com 54,35% dos votos.
Zucco também alcançou a maior votação já registrada por um candidato ao governo do Rio Grande do Sul, com 3.516.048 votos.
Após a confirmação do resultado, o governador eleito agradeceu a confiança dos eleitores e afirmou que pretende trabalhar pelo Estado.
Sanderson e Marcel van Hattem chegam ao Senado
Duas novas cadeiras do Rio Grande do Sul no Senado também foram definidas neste domingo. Sanderson (PL) foi o candidato mais votado, com 30,11%, seguido por Marcel van Hattem (Novo), que recebeu 30,08%.
Os dois fizeram uma campanha conjunta durante o período eleitoral e chegaram a compartilhar materiais de campanha e pedir votos um para o outro.
A estratégia resultou em uma votação expressiva para ambos. Manuela D'Ávila (PSOL) teve 17,07%, enquanto Paulo Pimenta (PT) ficou com 16,31%.
Sanderson e van Hattem ocuparão as vagas que serão deixadas por Luis Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT). A bancada gaúcha no Senado será completada por Hamilton Mourão (Republicanos).
PL lidera bancada gaúcha na Câmara
O Rio Grande do Sul terá 31 deputados federais na próxima legislatura. O resultado deste domingo manteve nomes experientes no Congresso, com 21 parlamentares reeleitos, além da chegada de novos deputados.
O mais votado para a Câmara foi Maurício Marcon (PL), com 379.834 votos. Na segunda colocação ficou Fernanda Melchionna (PSOL), com 280.262 votos.
O PL também terminou como partido com a maior bancada gaúcha na Câmara, elegendo oito deputados.
O PT terá cinco representantes, seguido pelo PP, com quatro; MDB, com três; e Podemos, PSD e Republicanos, com dois deputados cada.
PDT, Novo, PSOL, União Brasil e PCdoB elegeram um parlamentar cada.
Assembleia Legislativa terá 32 reeleitos
Na Assembleia Legislativa, 32 dos 55 deputados estaduais conseguiram a reeleição.
A maior votação foi de Adri Cherini (PL), que recebeu 129.492 votos. Na sequência apareceu Delegado Zucco (Republicanos), irmão do governador eleito, com 128.599 votos.
O PL também liderou a composição da Assembleia, com 12 deputados eleitos. O PT ficou em segundo, com nove.
A bancada será completada pelo PP, com sete deputados; MDB e PSD, com cinco cada; PDT e Republicanos, com quatro cada; PSOL, com três; e Podemos, com dois.
PSDB, União Brasil, Novo e PCdoB elegeram um deputado cada.
Disputa presidencial terá segundo turno
Na corrida pela Presidência da República, os eleitores gaúchos deram a maior votação a Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno com 55,64% dos votos válidos.
Lula (PT) ficou em segundo lugar no Estado, com 35,73%, garantindo vaga no segundo turno.
Os demais candidatos tiveram percentuais menores: Augusto Cury (Avante) recebeu 3,04%; Renan Santos (Missão), 2,61%; e Ronaldo Caiado (PSD), 2,47%.
Com isso, a disputa pela Presidência continua no segundo turno, marcado para 25 de outubro. No Rio Grande do Sul, os eleitores voltarão às urnas apenas para escolher o próximo presidente da República.




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