Gre-Nal pelas quartas da Copa do Brasil coloca equilíbrio e pressão à prova

Inter e Grêmio chegam ao primeiro confronto das quartas de final com campanhas semelhantes e dúvidas sobre o desempenho defensivo.

Matéria Tiago Bóra - Rádio Minuano / Inf. CP
Gre-Nal pelas quartas da Copa do Brasil coloca equilíbrio e pressão à prova Foto : Lucas Uebel / Grêmio FBPA / CP

Grêmio e Internacional iniciam nesta quarta-feira uma nova disputa decisiva na história do maior clássico do futebol gaúcho. As equipes se enfrentam no Beira-Rio pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, 34 anos depois do primeiro confronto entre os clubes na competição.

Na edição de 1992, o duelo terminou empatado nos dois jogos e precisou ser decidido nos pênaltis. No Olímpico, o placar foi de 1 a 1, com gols de Alcindo e Gérson. No Beira-Rio, novamente houve empate por 1 a 1, com Gérson marcando para o Inter e Carlinhos deixando tudo igual para o Grêmio. Nas penalidades, o goleiro paraguaio Gato Fernández foi decisivo ao defender duas cobranças e garantir a classificação colorada.

Agora, os rivais voltam a se encontrar nas quartas de final da competição. E, apesar da expectativa normalmente concentrada nos atacantes, outros fatores podem fazer a diferença nos primeiros 90 minutos.

Experiência e ataque entre as apostas

Entre os torcedores, os nomes apontados como possíveis protagonistas são diferentes. Para o colorado Marcelo Amoretty, o meia Alan Patrick pode ter papel fundamental pela experiência, capacidade de controlar o jogo e visão para encontrar espaços.

Do lado gremista, Thiago Brunetto aposta no centroavante Carlos Vinícius como principal esperança para o confronto.

O momento das duas equipes, entretanto, não apresenta uma diferença tão grande. O Inter terá o apoio da torcida e o mando de campo, mas chega pressionado depois de resultados considerados frustrantes diante de seus torcedores.

O Grêmio também convive com questionamentos e terá a responsabilidade de buscar um resultado positivo fora de casa antes da partida de volta, marcada para a Arena.

Bola parada pode fazer a diferença

Com o equilíbrio entre os rivais, os números ajudam a mostrar alguns dos caminhos que podem decidir o clássico. A bola parada aparece como um dos pontos de atenção.

O Internacional ainda não marcou gols de falta na temporada, mas balançou as redes quatro vezes em cobranças de pênalti e outras seis em jogadas aéreas após cruzamentos.

No Grêmio, Pavón é responsável por dois gols de falta no ano, sendo um deles em amistoso. A equipe também marcou seis vezes em cobranças de pênalti e dez gols pelo alto.

Além da bola parada, o desempenho defensivo chama atenção. Nenhuma das duas equipes chega ao clássico com números que transmitam plena segurança.

O time comandado por Luís Castro disputou 46 partidas na temporada e sofreu 48 gols. Já o Grêmio, sob o comando de Paulo Pezzolano, entrou em campo 40 vezes e foi vazado em 44 oportunidades. Em ambos os casos, a média supera um gol sofrido por partida.

Primeiro capítulo de uma decisão em 180 minutos

O confronto desta quarta-feira, no Beira-Rio, representa apenas a primeira parte da disputa. O segundo jogo será realizado na próxima semana, na Arena, quando será definido o semifinalista da Copa do Brasil.

Antes disso, Inter e Grêmio terão 90 minutos para tentar construir uma vantagem — ou evitar que o rival faça isso.

Com os dois times vivendo momentos de cobrança e números bastante próximos, detalhes como bola parada, eficiência ofensiva, desempenho dos goleiros e concentração defensiva podem ser determinantes para definir quem levará vantagem no primeiro Gre-Nal das quartas de final.




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