Foco de gripe aviária em Coqueiros do Sul é eliminado e vigilância segue na região
Equipes sanitárias já vistoriaram cerca de 70% das propriedades em um raio de 10 quilômetros. Consumo de carne de frango e ovos continua seguro, reforça a Seapi.
Divulgação O foco de influenza aviária identificado em uma propriedade de aves de subsistência em Coqueiros do Sul já foi considerado eliminado pelas equipes de vigilância sanitária do Rio Grande do Sul. A confirmação da doença ocorreu no dia 17, após análises realizadas em amostras coletadas três dias antes.
Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o próprio produtor comunicou a mortalidade das aves e a presença de sintomas compatíveis com a doença, como falta de coordenação motora, alterações de comportamento e o pescoço curvado para trás.
Após a confirmação, as equipes iniciaram imediatamente as medidas de contenção. As aves que ainda estavam vivas foram eliminadas e a propriedade passou por um processo completo de desinfecção. No local, havia entre 120 e 130 aves, sendo que a maioria morreu em decorrência da doença.
Monitoramento continua
Além da eliminação do foco, a fiscalização segue nas propriedades localizadas em um raio de 10 quilômetros da área afetada. O protocolo prevê inspeções clínicas para verificar se há animais com sintomas da doença.
Até o momento, aproximadamente 70% das propriedades previstas já foram vistoriadas. A expectativa é concluir o trabalho nos próximos dias, mesmo com a previsão de chuva.
Consumo continua seguro
A Seapi reforça que a ocorrência da influenza aviária não representa risco para quem consome carne de frango ou ovos. A orientação é que os alimentos sejam adquiridos de estabelecimentos de procedência conhecida, mantendo os cuidados habituais de higiene e preparo.
Alerta para os produtores
As autoridades sanitárias destacam que a principal forma de transmissão da doença ocorre por meio de aves silvestres. Por isso, os produtores devem evitar deixar alimento exposto, reduzindo o contato entre aves domésticas e animais de vida livre.
A Secretaria também reforça a importância da comunicação imediata de qualquer aumento na mortalidade ou alteração no comportamento das aves, permitindo uma resposta rápida para proteger a avicultura, um dos principais setores do agronegócio gaúcho.




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