Operação mira esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico e movimentação de R$ 16 milhões no RS

Ação policial busca desarticular setor financeiro de organização criminosa investigada por ocultar recursos obtidos com atividades ilícitas

Matéria Tiago Bóra - Rádio Minuano / Inf. GZH
Operação mira esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico e movimentação de R$ 16 milhões no RS Participam da operação 92 policiais civis e mais de 50 policiais penais. Polícia Civil / Divulgação

Uma grande operação policial foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) para combater um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e a outros crimes no Rio Grande do Sul. A investigação aponta que a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 16 milhões entre os anos de 2023 e 2025 por meio de contas bancárias utilizadas para ocultar recursos de origem ilegal.

Batizada de Operação Rastrum, a ação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Erechim e tem como principal objetivo desarticular o núcleo financeiro da facção investigada.

Ao todo, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente em diversos municípios gaúchos, entre eles Erechim, Passo Fundo, Roca Sales, Teutônia, Vale Real, Charqueadas, Canoas, Porto Alegre e Alvorada.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação identificou a utilização de contas bancárias de integrantes da organização e também de familiares para movimentar e disfarçar valores provenientes, principalmente, do tráfico de drogas.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de dezenas de contas bancárias vinculadas a 20 investigados, bem como o sequestro dos recursos encontrados. Também foi autorizada a apreensão de sete veículos, entre carros e motocicletas, que seriam resultado das atividades criminosas investigadas.

A operação também alcança seis detentos que cumprem pena em unidades prisionais localizadas em Erechim, Canoas e Charqueadas. Conforme a investigação, a organização criminosa seria comandada por um apenado recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.

A apuração teve início em setembro de 2025 e segue em andamento. Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre prisões relacionadas à operação.








Participam da ação cerca de 92 policiais civis e mais de 50 policiais penais. Novos detalhes sobre os resultados da operação devem ser divulgados pelas autoridades ao longo do dia.




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